Quais as profissões em falta no mercado de trabalho?

O desemprego no Brasil chegou a 12,2 milhões de pessoas. Em muitos casos, os profissionais demoram pelo menos um ano para conquistar a tão sonhada recolocação no mercado de trabalho. Mas será que faltam vagas de emprego ou muitas dessas pessoas simplesmente escolheram uma profissão que não evoluiu e que não apresenta mais oportunidades de emprego?

Neste post, você vai entender que a sua realidade pode ser bem diferente. Escolhendo a profissão certa, a sua vaga no mercado de trabalho pode estar garantida. Aqui, você vai encontrar dicas de quais carreiras seguir, os cargos em alta, os cursos necessários para sair na frente da concorrência e como fazer tudo isso com um investimento que cabe no seu bolso.

Carreiras em alta no mercado de trabalho

Em 2019 e nos anos seguintes, os cargos nas áreas de tecnologia, marketing e finanças devem dominar os processos seletivos, segundo a consultoria de recrutamento PageGroup Brasil. Com base no levantamento feito por eles, é importante você entender que, independentemente da sua área de atuação, é possível se encaixar nesses segmentos e ampliar suas oportunidades com um curso de especialização (falaremos disso logo mais).

Importante também você saber que o mercado de trabalho não está mais preocupado apenas com a sua formação básica, mas sim com o que você sabe fazer e como você se reinventou até o momento. Afinal, carreiras de sucesso são construídas ao longo dos anos e não dos meses.

Interessante que o problema pode estar exatamente nesse ponto. Uma pesquisa realizada pelo ManpowerGroup, maior empresa de contratação de pessoas do planeta, com 39,1 mil empregadores em 43 países e territórios, apontou que quase metade das empresas do mundo (45%) tem dificuldade para encontrar pessoas qualificadas em suas carreiras.

No Brasil, a notícia também se confirma, já que 34% das empresas afirmam ter dificuldade em recrutar talentos. Ou seja, nem sempre falta vaga de emprego. Talvez a escolha das pessoas por carreiras que evoluíram pouco estejam fazendo com que essas pessoas percam espaço no mercado de trabalho.

Mas, afinal, quais vagas estão disponíveis no mercado de trabalho atualmente?

A economia do Brasil já dá sinais de melhora. No entanto, um estudo global da Grant Thornton prevê algumas dificuldades para que os empresários consigam aproveitar esse bom momento do mercado de trabalho. De acordo com o International Business Report (IBR), a falta de qualificação de profissionais foi apontada como uma preocupação para 48% das empresas.

Então, se você ainda está pensando em mudar de área ou planejando os seus primeiros passos na sua carreira, preste atenção nos profissionais qualificados que estão em falta no momento e, depois, faça uma graduação ou especialização para conseguir a sua tão sonhada vaga no mercado de trabalho. Confira a lista:

1. Engenheiro

Segundo estimativa feita pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), o Brasil tem um déficit de formação de 20 mil engenheiros por ano. Por isso, vale muito a pena levar em consideração as diferentes áreas que um engenheiro pode atuar para então escolher a sua carreira e, consequentemente, a sua graduação.

Se você está de olho nas profissões que estão em falta no mercado de trabalho, você pode atuar como engenheiro químico, eletricista, civil ou mecânico. Essas são as principais funções em fase de desenvolvimento e que estão registrando crescimento. No entanto, o destaque maior fica mesmo para o cargo de engenheiro civil.

Tradicionalmente conhecida e com um mercado promissor, a Engenharia Civil aparece também como profissão do futuro, principalmente se forem levados em consideração os constantes investimentos em infraestrutura que são feitos no Brasil. Isso quer dizer que a demanda gira em torno do Estado, mas não apenas dele. Empresas também surgem a cada dia e as obras resultantes do empreendedorismo exigem o conhecimento do engenheiro civil para saírem do papel – sem contar a demanda por projetos residenciais.

Essa graduação forma profissionais capazes de elaborar, executar e fiscalizar projetos e obras como casas, prédios, pontes, viadutos, estradas e barragens. Ao final do curso, o engenheiro se qualifica para analisar os condicionantes do terreno, especificar as redes de instalações, garantir a segurança da construção e gerenciar a equipe da obra. No mercado de trabalho, o engenheiro civil pode atuar em construtoras, instituições públicas, como empreendedor na área ou como autônomo.

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2. Professor

Se o mundo ainda está se reinventando e até descobrindo novas profissões, um mercado de trabalho em expansão continua sendo o do professor.  Afinal, esse é o profissional capaz de formar todos os demais profissionais que o mercado exige.

As políticas de inclusão e expansão do ensino abriram novas oportunidades para o professor. Hoje, dificilmente esse profissional fica longe do mercado de trabalho. Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que a empregabilidade de um professor é de 94,13%.

Por isso, o curso de Pedagogia está na lista das graduações que mais recebem alunos no Brasil, com 652 mil estudantes. O curso é estruturado a partir dos pilares de docência, voltado para gestão e orientado para organização dos processos educativos, de pesquisa e de produção de conhecimentos.

Com duração mínima de 4 anos (8 semestres), o curso de Pedagogia forma professores capazes de identificar problemas educativos, propondo alternativas criativas e viáveis às questões da qualidade do ensino.

O futuro pedagogo é capacitado para atuar no ensino infantil, fundamental e médio, mas também dentro de organizações de outros setores, como consultorias, organizações não governamentais e empresas privadas que necessitam de professores.

3. Assistente social

Está na lista das carreiras promissoras. O campo de atuação, que antes costumava ficar restrito à esfera pública, agora se estende para empresas privadas de diversos portes.

Assim, o assistente social pode atuar na área de recursos humanos e responsabilidade social de indústrias, mineradoras, empresas de engenharia, de cosméticos, entre outras. O mercado de trabalho para o assistente social também se expandiu pelo interior do Brasil por causa dos programas de assistência do governo federal.

Com a graduação em Serviço Social, o profissional se torna habilitado para compreender a realidade social e ter ferramentas para ser capaz de estabelecer políticas públicas para soluções de problemas. O assistente social também pode ser incluído em áreas de pesquisa em instituições de ensino superior, além de hospitais, unidades básicas de saúde e centros de especialidades que possuem vagas específicas para o assistente social.

4. Profissionais de TI

Os especialistas em segurança cibernética, administradores de rede e suporte técnico ganham cada vez mais espaço no mercado de trabalho. O desenvolvimento de aplicativos e de soluções de segurança cibernética são uma necessidade para todas as companhias. Por isso, vale a pena investir na graduação de Gestão da Tecnologia da Informação.  

Esse curso habilita os profissionais a administrarem os recursos de infraestrutura física e lógica dos ambientes climatizados. Além disso, ele capacita o profissional para a implementação de projetos e testes de ambientes informatizados. Após formado, o profissional poderá atuar nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) de empresas privadas ou públicas. Também é possível atuar no gerenciamento de bancos de dados, administração de redes e desenvolvimento de sistemas.

Antes de conhecer a lista completa com as vagas que estão em alta no mercado de trabalho para os profissionais de gestão, veja algumas dicas para conquistar os recrutadores e controlar o seu lado emocional para que você consiga garantir o seu próximo emprego.

Confira dicas para ser aprovado no próximo processo seletivo

Nós já falamos aqui da pesquisa do ManpowerGroup. Nela, existe também uma lista com os principais motivos pelos quais os profissionais não desenvolvem suas carreiras e esbarram no primeiro processo seletivo.

Entre os problemas mais frequentes estão:

  • Profissionais sem habilidades técnicas: são reprovados em 33% dos casos;
  • Falta de experiência na área: são reprovados em 23% dos casos;
  • Sem habilidades interpessoais: são reprovados em 19% dos casos;
  • Desejam salário maior do que o oferecido: são reprovados em 8% dos casos;
  • Esperam melhores benefícios do que os oferecidos: são reprovados em 8% dos casos.

Para melhorar suas chances na hora de uma entrevista de emprego, será fundamental você separar um tempo para estudar a vaga de trabalho oferecida. Entenda todos os requisitos que foram descritos na hora da divulgação do cargo. Além disso, pesquise sobre a área de atuação da empresa, sobre o seu histórico de crescimento e os desafios pelos quais a companhia está passando ou poderá passar. Com isso, você ficará confiante frente ao entrevistador e conseguirá conquistar a sua vaga no mercado de trabalho.  

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Cuide do seu emocional antes de entrar no mercado de trabalho

De acordo com pesquisas de mercado, muitos jovens entre 20 e 35 anos de idade não foram preparados para realmente absorver, interpretar e receber feedbacks. Nesses casos, em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, fica quase impossível para esse perfil manter o cargo já conquistado.

Se você perceber que esse é o seu caso, a dica será investir em um coaching emocional para ganhar consciência de suas capacidades e habilidades e usá-las ao seu favor. Além disso, com essa capacitação é possível organizar a comunicação para conduzir de forma mais efetiva os relacionamentos com os seus colegas do mercado de trabalho.

Profissionais de gestão em falta no mercado de trabalho

Também faltam profissionais qualificados quando o assunto é gerir pessoas e administrar áreas de negócios. Portanto, essa pode ser mais uma possibilidade de atuação para você.

Segundo um levantamento encomendado pelo Ibmec, a falta de capacidade para atuar no mercado global é apontada como um problema por 46% dos altos executivos. Também chegam a 46% os empresários que dizem que não contratam porque não encontram profissionais que se sentem donos do negócio. Outro dado relevante da pesquisa é que 44% dos empresários dizem não encontrar nesses profissionais o espírito empreendedor.

Portanto, junte todas essas dicas e aposte em uma carreira de gestão nesse mercado de trabalho tão promissor. Conheça alguns cargos que hoje têm vagas em aberto e poucos profissionais concorrendo, segundo a consultoria de recrutamento PageGroup Brasil:

– Bancos e serviços financeiros

Cargo: gerente de parcerias e canais para criar estratégias para atingir metas de produtos e serviços. A faixa salarial é de até R$ 20 mil.

– Marketing digital

Cargo: gerente de marketing de performance para direcionar o investimento da empresa ao melhor canal para seu negócio, baseando-se em resultados e nas ações de marketing de performance. A faixa salarial é de até R$ 15 mil.

– Tecnologia da informação

Cargo: cientista/engenheiro de dados para criar soluções complexas que envolvem captar, analisar e enxergar tendências em dados (informações) que impactem nos negócios e gerar/prever ondas de crescimento exponencial. A faixa salarial é de até R$ 18 mil.

Por que os cursos de especialização são fundamentais?

Nos próximos 12 meses, o investimento em tecnologia é considerado prioritário para 42% das empresas globais. No Brasil, esse número sobe para 62%, de acordo com o estudo global da Grant Thornton, divulgado no International Business Report (IBR).

Nesse cenário de investimento forte em tecnologia por parte das empresas, garantir a sua especialização e qualificação será fundamental. Você já leu aqui que o cargo de engenheiro está em alta, mas não para por aí. Uma pós-graduação na área pode aumentar suas chances de promoção e empregabilidade e render um salário até 53% maior.

A dica é investir e se tornar um engenheiro de software que atue no desenvolvimento de programas, na manutenção e na adequação de diferentes processos produtivos para garantir maior desempenho e produtividade para as empresas e organizações.

Para ser um engenheiro de software você precisa ter um diploma das seguintes áreas:

– Tecnologia em Processamento de Dados; Ciência da Computação; Sistemas de Informação; Engenharia da Computação; Licenciatura em Computação; Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Tecnólogo em Jogos Digitais; Tecnólogo em Gestão de TI; Tecnólogo em Redes de Computadores e cursos afins à área de TI que sejam reconhecidos pelo MEC.

Além do engenheiro de software, outros profissionais também podem investir e focar suas carreiras nos avanços tecnológicos. Quer saber mais sobre o mercado de trabalho e como investir na sua carreira para conquistar uma trajetória de sucesso? Então acesse o blog da Estácio e confira conteúdos de qualidade sobre esses assuntos.

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